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Todo cuidado é pouco: Aumentam os números de sites fantasmas, e reclamações sobre entrega de produtos dobram na pandemia

Brasil

O volume de compras de produtos na internet disparou durante a pandemia em todo o país, mas veio acompanhado de uma enxurrada de reclamações sobre problemas de entrega de produtos e cumprimento de prazos. As queixas relacionadas a “não entrega ou demora para envio” mais do que dobraram de janeiro a junho de 2020, na comparação com mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, o número de reclamações passou de 21.499 para 44.212, no primeiro semestre do ano — uma alta de 105%. Já no site Reclame Aqui, somente no Estado do Rio, em apenas um mês, o aumento na quantidade de denúncias foi de 353,8%, passando de 7.125, em junho de 2019, para 32.334, no mês passado.

Para Igor Brito, diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os lojistas e os fornecedores que já atuavam na internet não estavam logisticamente preparados e estruturados para o crescimento da demanda, na velocidade e na proporção verificadas durante o isolamento social. Ainda segundo ele, o despreparo não ocorreu somente em relação aos sistemas de logística e de entrega, afetando também o serviço de atendimento ao consumidor:

— Não adianta jogar a culpa na pandemia. Eles (lojistas) tinham que comemorar o aumento da demanda, mas não estavam estruturados para isso e não estão dando conta dos pedidos. Além do grande número de problemas com prazos de entrega, os consumidores não conseguem sequer falar com as empresas, o que gera mais procura por órgãos de defesa do consumidor — observa.

Brito ressalta que muitos lojistas, que operavam somente no meio físico, passaram a oferecer seus produtos e serviços pela internet, mas nem sempre de forma organizada. Em alguns casos, os empreendedores não têm sites e operam somente por meio de redes sociais e WhatsApp, um risco adicional para os clientes.

Sites fantasmas enganam compradores

Outro fenômeno que registrou expansão durante a quarentena foi o aparecimento de sites falsos ou fantasmas, que oferecem produtos e depois simplesmente somem com o dinheiro dos consumidores. O médico Daniel de Almeida, de 36 anos, foi vítima de um destes estelionatários.

Ele fez uma busca por um aparelho eletrônico e, depois de pagar o item via transferência bancária, o fornecedor desapareceu:

— O site era normal. Fiz um cadastro e recebi a confirmação por e-mail. Ao fazer a compra, optei pelo depósito em conta, porque ofereciam desconto de 10%. Imaginei que fosse ser um negócio correto, porque dá o nome completo da pessoa, o CPF, a conta bancária. Comecei a desconfiar porque não recebi a confirmação de pagamento. Mandei e-mail e só recebi respostas automáticas. Verifiquei que havia diversos casos semelhantes ao meu em sites de reclamação. Uma semana depois, o site saiu do ar — conta Daniel de Almeida.

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