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Suspeitos de fazer racha que matou jovem são denunciados pelo MP-AC

Brasiléia, Acre

O Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia à Justiça contra Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima suspeitos de fazer racha que resultou na morte de Jonhliane Paiva de Souza, de 30 anos, no dia 6 de agosto, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco.

A denúncia contra os dois motoristas é pelo homicídio, racha e pelo menos mais dois crimes acessórios, de acordo com o promotor que acompanha o caso, Efrain Mendoza. O dois seguem presos, o Ícaro Pinto no Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Alan Lima no Francisco D’Oliveira Conde.

“Tanto o homicídio e o racha foram denunciados e outros crimes acessórios, tais como fuga do local do fato, omissão de socorro, previsto no CTB [Código de Trânsito Brasileiro]”, complementa o promotor.

Mendoza disse que, com base no inquérito e os laudos periciais, o racha foi uma das principais condutas apontadas ao final das investigações da polícia.

“Racha é uma das principais condutas verificadas pela perícia técnica, onde é medida a velocidade em trechos da [via] Antônio da Rocha Viana e mostra que os dois veículos estavam numa verdadeira disputa. É importante salientar que o racha não precisa de um acordo por escrito, algo registrado em cartório. Basta uma concordância tácita para que ocorra uma disputa automobilística”, disse o promotor.

G1 entrou em contato com o advogado Sanderson Moura, que faz a defesa de Ícaro, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Mas, ele tinha afirmado na última semana que preferia não comentar o caso publicamente e que se restringe a defesa nos autos.

O advogado de Alan Lima, Romano Gouveia, sustenta que Lima não participou de racha e afirmou que vai fazer defesa preliminar e sustentar a defesa dele, além de tentar impugnar a prisão preventiva dele no julgamento do mérito do habeas corpus, que deve ser julgado nesta quinta-feira (17).

“Por mais que o promotor tenha fé pública, a palavra dele, por si só não é absoluta e isso ainda vai ser julgado. Nós vamos fazer defesa preliminar dele, vamos sustentar o habeas corpus amanhã [quinta, 17] dele e impugnar a prisão. Acreditamos cada dia mais que o Alan é inocente. As provas estão aparecendo, a perícia mostra que não há pega, o sigilo telefônico dele foi quebrado e não se encontrou nada. Não adianta querer atrelar ele”, disse.

Indiciados

Os dois condutores já tinham sido indiciados pela Polícia Civil, que concluiu as investigações no dia 11 de setembro. Segundo a perícia, Pinto que conduzia a BMW que matou a vítima, estava a uma velocidade estimada de de 151 km/h. O motorista do outro carro, Alan Araújo de Lima, estava a 86 KM/h. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado.

O delegado Alex Danny, que comandou as investigações, disse que, além do homicídio qualificado, eles também foram indiciados pelo crime de racha. A velocidade em que o carro de Ícaro atingiu era três vezes maior que a permitida na Avenida Antônio da Rocha Viana, que é de 50 km/h.

“No inquérito específico, Alan e Ícaro foram indiciados pelos crimes de racha, que tem previsão no Código de Trânsito Brasileiro [CTB], homicídio qualificado por circunstância de que não deu à vítima a possibilidade de esboçar a mínima reação de defesa”, explicou o delegado.

O delegado acrescentou que neste inquérito principal, tanto a namorada de Ícaro, Hatsue Said Tanaka, quanto Eduardo Andrade, que estava no carro com Alan, serviram como testemunhas do caso e não foram indiciados.

Além dos crimes principais que foram investigados ao longo do inquérito policial, Danny disse que foram identificados outros crimes considerados secundários e que devem ser investigados de forma paralela, como o crime de causar aglomeração de pessoas dando o risco à saúde pública.

Morte de Jonhliane

Johnliane foi atingida quando ia ao trabalho pela BMW em alta velocidade, que era pilotada por Ícaro. Ícaro e Alan faziam um racha, segundo a polícia, no momento em que a mulher foi atingida.

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