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Sobe para 114 o número de mortes por Covid-19 no Brasil; País tem 3.904 casos

Sobe para 114 o número de mortes causadas pela Covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus–, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde até às 17h deste sábado (28.mar.2020). Os casos confirmados chegaram a 3.904. Inicialmente, o órgão havia confirmado 111 mortes.

Os dados representam 1 aumento de 23% de mortes em relação ao último balanço divulgado nesta 6ª feira (27.mar.2020). Este é o 2º maior aumento diário de casos confirmados no Brasil até agora. Na 6ª, foram 503.

Também houve alta de 14% de novos contaminados pelo vírus, sendo 487 casos.

Todos os Estados registraram casos da doença e 10 apresentaram óbitos: Amazonas, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Estado com maior número de casos é São Paulo, com 1.406 pessoas contaminadas. Em seguida está o Rio de Janeiro (558).

São Paulo também registra o maior número de mortes: 84.

O Ministério da Saúde informou que, atualmente, há 15.140 hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave no Brasil, incluindo influenza e outros vírus respiratórios. Destas internações, 569 são pessoas que foram confirmadas para a Covid-19.

Em entrevista aos jornalistas, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) negou informação que circula nas redes sociais que diz que ele teria a Covid-19.

“Assim que eu testar positivo, pode ter certeza que eu vou vir aqui. Tudo que for de notícias mais duras serão dadas aqui por mim”, disse.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, afirmou que o governo está fazendo entrega neste sábado (28.mar) equipamentos de proteção para médicos.

“Há mais 40 caminhões circulando pelo país entregando equipamentos de proteção individual. Vários voos estão sendo ocupados, caso que totalmente, na área de carga para entrega de vacinas, equipamentos de proteção individual, principalmente máscaras, e equipamentos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva]”, disse.

ISOLAMENTO REDUZ ACIDENTES

Luiz Henrique Mandetta afirma que a restrição de circulação de pessoas, com as medidas de isolamento, tem reduzido no número de acidentes de trânsito no país, responsáveis por traumas graves e que faz com que as pessoas necessitam de leitos de Unidade de Terapia Intensiva.

“Motocicleta no Brasil é 1 dos principais elementos de traumatismo craniano e fatura de múltiplos órgãos. Por isso, mais uma razão para quando a gente determina a paralisação, quando param, imediatamente a gente percebe que diminuem os traumas e sobram os leitos. Há informações queda de até 30% a 40%, até 50%, do nível de taxa de ocupação, o que por si só abrem espaços de leitos. Mais uma razão para a gente diminuir bastante a atividade de circulação de pessoas”, disse.

PARCERIA COM O GRUPO DASA

Segundo o ministro, a estimativa é de que na próxima semana o governo consiga chegar na casa das pessoas por meio de 4 políticas de telemedicina. Uma parceria será firmada com o grupo Dasa.

“Nós vamos fazer na semana que vem uma grande parceria público-privada. Sem custo. Só pelo preço de custo. Aqui eu agradeço a Dasa, que é 1 grande conglomerado de laboratórios. Eles colhem o sangue em todos os Estados e levam para uma central em São Paulo, processam aquele exame e colocam nos computadores da ponta. Essa será a 1ª grande parceria com 1 conjunto de máquinas do poder público”, disse.

Mandetta também afirmou que o governo passará a fazer testes rápidos por meio de drive thru.

LETALIDADE DA COVID-19

Luiz Henrique Mandetta pediu cuidado a infectologistas e epidemiologistas que têm divulgados números sobre o como pode ser o impacto da Covid-19 no Brasil. E alertou sobre comparações que são feitas entre a letalidade do novo coronavírus e da gripe suína (H1N1).

“Está cheio de professor de epidemiologistas, cheio de fazedores de conta, de cálculos. Prestem atenção, essa epidemia é totalmente diferente da H1N1”, diz. “Havia uma diferença enorme, havia 1 medicamento que todo mundo tinha na mão. Havia uma diferença enorme porque aquela H1N1, daquela época [2009], existia perspectiva de vacina por ela era da classe da influenza. Não há receita de bolo. Quem raciocinar pensando: ‘Nessa aqui foi assim’. Vai errar feio. Essa não é assim”, disse.

Segundo Mandetta, a Covid-19, por não ter uma medicação específica ou vacina, tem uma letalidade que “ataca o sistema de saúde e ataca o sistema da sociedade como 1 todo”. 

“Essa [Covid-19] causou não uma letalidade para o indivíduo, não é esse o nosso problema, nem daqueles que falam assim: ‘Ah, essa doença vai só 5 mil, só 10 mil’. Não é essa a conta. A conta é: esse vírus ataca o sistema de saúde e ataca o sistema da sociedade como 1 todo, ataca a logística, a educação, a economia, uma série de estruturas no mundo”, afirmou.

‘CLOROQUINA NÃO VAI SALVAR A HUMANIDADE AINDA’

O ministro afirmou que a cloroquina –medicamentos usado contra a malária, artrite reumatoide e lúpus– “não é o remédio para salvar a humanidade ainda”, pois seus efeitos no tratamento da Covid-19 está ainda em fase de pesquisa.

A cloroquina chegou a ser testada nos Estados Unidos em tratamentos contra o Covid-19, mas a sua eficácia não foi comprovada. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu enquadrar as substâncias como medicamentos controlados no Brasil. Com isso, a venda nas farmácias só pode ser feita mediante apresentação de receita branca especial em duas vias.

Apesar da eficácia não comprovada, o presidente Jair Bolsonaro mandou o Exército aumentar a produção do medicamento devido ao otimismo do governo. Disse que o Hospital Israelita Albert Einstein iniciou testes em pacientes.

O ministro alertou para os efeitos colaterais do uso do remédio sem recomendação médica. “Esse medicamento se tomado [por portadores da covid-19 leve] pode dar arritmia cardíaca. Ele pode paralisar a função do fígado”.

 

Por: Redação

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