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Setembro Amarelo: campanha da Defensoria do AC debate preconceito e suicídio entre população LGBTI+

Brasiléia, Acre

A Defensoria Pública do Acre (DPE-AC) e várias entidades iniciaram uma campanha na web para alertar sobre como o preconceito, homofobia e transfobia podem afetar a população LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex).

A campanha ‘Valorizar a Vida é Curar seu Preconceito’ é parte das ações de combate ao suicídio desenvolvidas no mês de valorização da vida e prevenção, o Setembro Amarelo.

A ação é feita pela DPE-AC, a igreja católica de Rio Branco, representada pelo padre Mássimo Lombardi, o pastor Afonso Geber; o Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBTI+ do Acre, representado pelo presidente Germano Marino; a socióloga e representante do Projeto Arte Ser, Amanda Schoemaker; psicólogo Ronni Maia e a travesti e representante do Todx Brasil, Brenda Souza.

“A gente sabe que muitas vezes o suicídio é decorrente de várias causas: depressão, ansiedade, medo, culpa e essas doenças, muitas vezes, são causadas por homofobia, transfobia e preconceito”, explicou a coordenadora do subnúcleo de Direitos Humanos, defensora Flávia Oliveira.

Combate ao preconceito

A defensoria destacou que foi feito um recorte do público LGBTI+ porque pesquisas publicadas atualmente alertam para o aumento de casos de suicídios entre essa população no Brasil.

“Não porque eles não querem viver, mas porque em decorrência do preconceito, de achar que a pessoa é errada, de querer uma cura gay levando a pessoa se sentir culpada e o preconceito leva a isso. Fora que isso é crime, você discriminar a pessoa por sua orientação sexual. A gente percebeu que esse preconceito leva à doença mental, então, chamamos várias pessoas para falar de saúde mental”, frisou.

Ao longo do mês, vão ser liberados vídeos nas redes sociais da DPE-AC e dos participantes alertando que um comportamento preconceituoso pode adoecer as pessoas e levar a sérias consequências.

“Cada pessoa é do jeito que é, tem sua liberdade para agir, como se perceber em seu gênero e isso faz parte da diversidade humana e não porque a pessoa está com algum problema, o problema é causado justamente por conta do preconceito”, concluiu.

Redação FN
Fonte G1
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