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Mãe de menina vítima de estupro em SC: “Fui chamada de desequilibrada”

Garota de 11 anos foi coagida a desistir de aborto legal após estupro. Caso ocorreu em Santa Catarina, na última semana

A mãe da menina de 11 anos vítima de estupro de vulnerável, e coagida a desistir do aborto legal, afirmou que foi chamada de “desequilibrada” ao tentar garantir o direito da filha.

Em entrevista ao programa Fantástico, divulgada no domingo (26/6), a mulher contou que não foi ouvida pela Justiça. A sensação era de impotência, ela descreve.

“Eu me sentia um nada, porque eu não podia tomar uma decisão pela vida da minha filha, pela ida dela para casa. Então, para mim foi muito difícil. Chorei, me desesperei, gritei dentro do fórum. Até chamada de desequilibrada eu fui. Porque era um ser acima de mim. Uma lei acima de mim. Não fui ouvida em nenhuma das vezes que a gente às instâncias”, conta.

A mãe afirmou estar “aliviada” após a permissão da Justiça para que a criança interrompesse a gravidez. O aborto foi realizado na quarta-feira (22/6), no Hospital Universitário (HU) Polydoro Ernani de São Thiago. No entanto, ela ainda está insatisfeita com as violações de direitos sofridas pela filha.

“Depois de tudo o que a gente passou, eu vendo a minha filha bem hoje, eu me sinto aliviada, né? Eu estou grata pela saúde da minha filha, que está bem por um pouco de Justiça, né? Porque ela é uma criança. Eu não vou falar que eu estou feliz. Não estou feliz. A gente está passando por um processo bem complicado ainda”, afirmou.

Entenda o caso

O caso ganhou repercussão durante esta semana, após a publicação de um vídeo que mostra audiência conduzida pela juíza Joana Ribeiro Zimmer, em Santa Catarina, para tratar do caso. A juíza impediu a realização do aborto e decidiu manter a criança em um abrigo.

Em despacho, a magistrada afirmou que a decisão, inicialmente, teria sido motivada para garantir a proteção da criança em relação ao agressor, mas que havia ainda outra razão: “Salvar a vida do bebê”.

Nas gravações reveladas pelos portais Catarinas e Intercept, é possível ver o momento em que a juíza pergunta se a menina não poderia manter a gravidez por “uma ou duas semanas”. “Suportaria ficar mais um pouquinho?”, questionou.

“Se eles queriam preservar tanto a minha filha, era algo que não deveria ter sido perguntado pra ela. Eu acho que eu deveria responder por ela. Ela é uma criança, ela é muito imatura”, afirmou a mãe em entrevista ao Fantástico.

O caso gerou revolta nas redes sociais, sobretudo em grupos de ativistas pelos direitos das mulheres. Em nota divulgada na quinta-feira (23/6), o Ministério Público Federal (MPF) informou que, após a repercussão do caso, o aborto foi realizado.

O procedimento foi efetuado pelo Hospital Universitário (HU) Polydoro Ernani de São Thiago, na quarta-feira (22/6). O hospital havia recebido recomendação do MPF para realizar esse tipo de procedimento em casos autorizados por lei.

Fonte: Metrópoles

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