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Ex-jogador que atropelou e matou professora no AC é condenado a pagar R$ 60 mil a filhas da vítima

Brasiléia, Acre

Após mais de 5 anos, o ex-jogador de futebol Marcelo Lopes Souza, mais conhecido como Marcelo ‘Cabeção’, foi condenado a pagar R$ 60 mil de indenização por danos morais e materiais para as duas filhas da professora Sebastiana Soares Moreira. A professora foi atropelada e morta pelo ex-atleta em abril de 2015, em Rio Branco.

Além do ex-atleta, a dona do carro que ele dirigia no dia do acidente também foi condenada no processo.

O acidente ocorreu na Rua Rio de Janeiro. Na época, a Polícia Civil informou que o ex-jogador dirigia em alta velocidade e bêdado quando atingiu a motocicleta conduzida por Sebastiana. Marcelo Cabeção foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e levado para o Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), na capital acreana.

Na área criminal, o ex-jogador foi condenado a 7 anos e 8 meses em regime semiaberto por homicídio doloso. Ele recorreu da decisão e aguarda o resultado em liberdade.

Ao G1, a advogada de Marcelo Cabeção e da dona do veículo, Gisele Vargas, disse que vai recorrer também dessa nova decisão. “Já fomos intimados e vamos entrar com recurso”, resumiu.

‘Nada traz nossa mãe’, diz filha

A indenização deve ser paga para as duas filhas de Sebastiana, Adriana e Andressa Soares. Ao G1, Adriana disse que avalia com a irmã se também vai entrar com recurso contra o valor determinado pela Justiça.

A defesa das irmãs falou que tinha pedido R$ 500 mil de indenização. “Ainda estamos analisando se vamos recorrer. Justo não é, nenhum valor vai trazer nossa mãe de volta ou reparar e amenizar o que passamos. Foi um processo muito longo e demorado, acaba que trazendo, quando tem uma ação ou resposta da Justiça, todo sofrimento e dor. Não achamos justo”, destacou Adriana.

A jovem relembrou que os últimos cinco anos foram muito difíceis e ela e a irmã tiveram que se adaptar sem a mãe, contando com ajuda de parentes. Para Adriana, o ex-jogador não foi prejudicado com o acidente.

“A gente teve que se virar sozinhas, foram cinco anos muito difíceis de completa adaptação, principalmente para minha irmã que era mais nova, estava cursando o ensino médio e hoje está terminando a faculdade. Não temos pai e a pessoa que era pai e mãe era ela. Recebemos o auxílio de nossa família também, que foi muito importante no primeiro ano, mas foi um processo bem difícil”, lamentou.

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