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“Cachezinho básico”: 500 mil para um, 1 milhão para outro

Brasil

Na Operação Favorito, deflagrada nesta semana, a Polícia Federal e o Ministério Público juntaram interceptações telefônicas mostrando indícios do pagamento de propina a servidores do governo do Rio, por executivos de empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto.

Num diálogo recente, do dia 9 de abril deste ano, Luiz Roberto Martins, apontado como operador de Mário Peixoto no esquema, conversa nos seguintes termos com um interlocutor, identificado como Elcy:

Luiz Roberto: Eu sei porque o nosso amigo, o meu amigo lá, está em maus lençóis. Mas já botou uma tropa de choque
Elcy: está com a barba de molho
Luiz Roberto: Não, botou uma tropa de choque
Elcy: para trabalhar
Luiz Roberto: para trabalhar, e tá pagando um cachezinho, aquele cachezinho básico 500 mil para um, 1 milhão para outro. Ele não é brincadeira não. Só de janeiro e fevereiro são dois emergenciais. Um na CST tecnologia, na FAETEC de 35 milhões de reais na Atrio e outro de 26 milhões no DETRAN. Ele não tem jeito, é do caralho, aquele … mas porque?
Elcy: deixa eles se picarem
Luiz Roberto: O Bretas não consegue pegar o WW, mas está querendo pegar um dois dois, ou o amigo, o MP (Mario Peixoto) ou Pastor.
Elcy: Deixa eles, depois disso vai dar muito bico cara.
Luiz Roberto: vai prender muita gente
Elcy: Os caras são malucos, terríveis porra. Não tendo emergência não tendo nada eles já aprontam, imagina (interrompe).

A Faetec, citada por Luiz Roberto, é a Fundação de Apoio à Escola Técnica, cujos pagamentos à Atrio Rio Service, ligada a Mário Peixoto, somavam R$ 36,8 milhões até o início de março.

Por dez anos, até julho de 2019, a Faetec tinha como vice-presidente Gilson Rodrigues, indicado ao cargo, segundo o MPF, por Mário Peixoto.

Ele já havia trabalhado na Atrio entre 2013 e 2015. Hoje, é Presidente da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj).

Piarara

Presidente da Faetec na época em que Gilson era o vice, Carlos Fernando Riqueza Marinho afirmou, em depoimento à PF, no fim de 2019, que um contrato do órgão com a Atrio, para fornecimento da mão-de-obra terceirizada, vinha sendo renovado de forma irregular há pelo menos quatro anos.

Segundo relatou, aditivos são fechados de forma emergencial, a fim de justificar a não realização de nova licitação.

“Inclusive GILSON costumava dizer que ninguém conseguiria lhe ‘tirar’ da FAETEC, pois o seu padrinho seria MÁRIO PEIXOTO, pessoa com forte influência junto ao Governador, WILSON WITZEL; QUE na realidade a conhecida influência de MÁRIO PEIXOTO também se estende ao Governo anterior”, disse Carlos Fernando no depoimento.

Na quinta-feira (14), o juiz Marcelo Bretas autorizou a prisão de Mário Peixoto e busca e apreensão em endereços de Luiz Roberto e Gilson Rodrigues. As investigações ainda não descobriram quais servidores levaram a propina, valores, meios e datas do pagamento.

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Por André Pinheiro

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