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Acre: Geoglifos foram relatados por explorador que inspirou Indiana Jones

Brasiléia, Acre

 

Os pesquisadores Alceu Ranzi e Evandro Ferreira assinam o artigo “Geoglifos para Epymará e Kurampura” em que citam como dois exploradores – o Coronel Antonio Labre (fundador da cidade de Lábrea, Amazonas) e o Coronel inglês Percy Fawcett, que falam ter inspirado o personagem “Indiana Jones” – deixaram escritos mencionando suas andanças pelo Acre na passagem do século XIX para o século XX.

Citando pesquisador da Universidade de Rondônia, os dois pesquisadores do Acre descrevem: “Enquanto Labre caminhava, por bem cuidadas trilhas e varadouros indígenas, ele notou vários campos circulares, com casas e templos. Numa taba Araúna (indígenas que habitaram os rios Abunã e Orton na Bolívia) ele descreveu: (…) “Mamuyeçada é uma maloca de 100 e tantos a 200 habitantes; tem forma de governo, templos, culto e religião …(mulheres)… sendo-lhes proibida a entrada no templo e obrigadas a ignorar os nomes e formas dos ídolos, que não tem forma humana, são figuras geométricas, feitos de madeira polida. O maioral ou pai dos deuses chama-se Epymará, tem forma elipsoide e poderá ter em dimensão de 35 a 40 centímetros”.

Conforme narram os pesquisadores ligados à Universidade Federal do Acre, “trinta anos depois de Labre, em 1907, passando pelas mesmas trilhas, nas proximidades da atual cidade de Capixaba, região conhecida por antigos campos naturais e com muitos Geoglifos plotados, o Coronel Fawcett fez as seguintes anotações (tradução nossa): ´Acampamos em um lugar chamado Campo Central, com a missão de encontrar as nascentes de alguns rios e anotar suas posições. Enquanto realizávamos o trabalho, observamos enormes campos circulares, de uma milha ou mais em diâmetro (aproximadamente 2 mil metros), o local há poucos anos passados era uma grande aldeia dos Apurinãs. Alguns desses índios ainda vivem num lugar chamado Gavião. Esses índios, haviam se submetido à civilização e pareciam contentes o suficiente, exceto pela malícia de um espírito chamado Kurampura”.

Os geoglifos atualmente passam por uma fase de destruição e abandono. Órgãos federais investigam casos em que essas estruturas milenares desapareceram do solo após catalogadas pela ciência.

Redação FN

Fonte: Ac24horas

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